sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

 aprendizado

tudo no seu tempo
tudo tem seu tempo
não o arguir
é ser complacente
equilibrado
um ser espalhado pelo caminho
consequente
e do direito à observação
estender nem que seja uma das mãos
e se há algo após a curva
que seja uma visão absoluta
não magia em espera
a realidade escreve sempre
mesmo que, não queiram
uma bela canção
há de se esperar
perdendo ou ganhando
um tempo de oblação
a sensibilidade nos motiva
nos deixa na certeza
de intuir ou quem sabe
absorver uma nova visão
Emmaanuel Almeida

domingo, 22 de agosto de 2021

 lugar

a flor do mandacaru
balança
é o vento sul
arrasta à terra seca
levantando a poeira
formando redemoinho
é o que passa no sertão
sensibilizando a visão
neste emocionante silêncio
formando teu lugar
teu ninho
Emmanuel Almeida

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Algo a impede


Toda vez que te permito ir
Vem
Encosta do lado
Faz remexer o que me vem
Toda vez que admito me ir
Vem e me segura com tua voz
Me deixa sem chão com tua quase inocência
Nonsense
Mas me completa
Me deserda dessa pena
Sofrer longe de ti
Que bom que me segura
Que me deixa sem pé, sem cabeça...
É outono de água fresca
De pés de pêssego sem folhas
De vento que faz curva na nossa estrada
Trazendo teu perfume...
Toda vez que permito que vá...

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Do que posso tocar




Esculpir teu corpo
Olhar afiado
De um jeito trocado
Tocar teu rosto
Moldar teus traços com um cinzel
Deixar-me levar ao teu gosto
Sabor de mel...
Essa afinidade de ser-me bondade
De permitir ser feliz em ti
De ti vem o agradecimento
Viver e deixar rolar
Em nós
Acontecer



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Palavras ao vento


A alma fala de outra forma
Mas de modo forte
Ela não sentencia
Ela sente
Um par de olhos
Um par de mãos
Ela vê
E não aponta
Mostra de forma quase artesanal
Como roupas brancas penduradas num varal
Vento soprando num fundo de quintal
Tudo se transformando
A vida dentro de cada embornal