quarta-feira, 4 de março de 2015

Um grão de tempo


Fala-se tanto das estrelas cadentes ou não,
falam-se tanto desses novos planetas, novas invenções
Dois sóis duas uniões
As minhas e as tuas visões
Mentes terrestres e olhar extraterrestre
E minha alma voa, vaga por essa via láctea de tanta paz e silenciosa equação
Entre a velocidade da luz e o que nos seduz...
O que me consola é que o arrebol no outono é sempre um convite à reflexão
Não há arrebol assim, repleto de nós e de todos os sins
Esperando a brisa fria do amanhecer indicando um novo dia com o dourado do sol
E se não há terra para os pés há céu para asas...
E se tudo está ali, logo ali na linha do horizonte
Espero que eu possa chegar lá, sentir o olor da natureza
O barulho da cachoeira
Os meus passos marcando lugar
E esse planeta é o que tenho para receber todas essas mensagens ...
Saudade de quem me alimentou e me sorriu
De quem me sorriu e me indicou o caminho
Segurou minha mão e caminhou rua acima
Disse-me que:
Agora é contigo, minha vida...
E o céu sabe do que digo
E as estrelas me olham com pesar
Sou grão de tempo num tempo pequeno
A me mostrar



Emmanuel Almeida