quarta-feira, 4 de março de 2015

Um grão de tempo


Fala-se tanto das estrelas cadentes ou não,
falam-se tanto desses novos planetas, novas invenções
Dois sóis duas uniões
As minhas e as tuas visões
Mentes terrestres e olhar extraterrestre
E minha alma voa, vaga por essa via láctea de tanta paz e silenciosa equação
Entre a velocidade da luz e o que nos seduz...
O que me consola é que o arrebol no outono é sempre um convite à reflexão
Não há arrebol assim, repleto de nós e de todos os sins
Esperando a brisa fria do amanhecer indicando um novo dia com o dourado do sol
E se não há terra para os pés há céu para asas...
E se tudo está ali, logo ali na linha do horizonte
Espero que eu possa chegar lá, sentir o olor da natureza
O barulho da cachoeira
Os meus passos marcando lugar
E esse planeta é o que tenho para receber todas essas mensagens ...
Saudade de quem me alimentou e me sorriu
De quem me sorriu e me indicou o caminho
Segurou minha mão e caminhou rua acima
Disse-me que:
Agora é contigo, minha vida...
E o céu sabe do que digo
E as estrelas me olham com pesar
Sou grão de tempo num tempo pequeno
A me mostrar



Emmanuel Almeida

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Faz-se a forma


Eu queria ser feliz com encantos teus
Todos eles
Como um condão de estrelas
Penduricalho celestial
Todos os encantos me iluminando
Formando assim, dessa forma
Celestiais suspiros de luz
Eu seria o mais feliz dos versos
Dessa canção falada
Dessa sinfonia alada e iluminada por todas boas
Razões...
Queria te falar da valentia dos meus voos
Das imagens que adentram mesmo com as pálpebras fechadas
E ser acompanhante do que vem e risca o céu noturno
Esses riscos que adentram a atmosfera
Como uma enorme fera
Desafiando a imensidão
Esse apetite de tornar realidade
Essa ilusão...
Ai, quantos ais, quanta liberdade de ser-te verso
E nesse instante colocar no colo e proteger com as mãos
Toda essa mansidão
Olhos, corpo e mãos



Emmanuel Almeida

Tudo



 Eu quero todo ele
Todo esse tempo
De um só jeito
Todo meu...
Quero teu beijo
Teus seios
Teus anseios
De amor





Emmanuel Almeida

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Dedilhando


Aqui dentro
Sentimentos e corpos
Regando em vinho
Absinto
Num ninho de amor
Tempo de recolhimento
Aguardando chuva mansa...
Sem estância sem ânsia
Tapetes e redes
Sensualizando
Vaso e flor 







Emmanuel Almeida