quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Refazendo-me



E na ponta da língua sabores
No meio da língua o que chega depois...
Como o amargo que é o ultimo
E me sento depois
Analisando esses sabores que trago comigo
O doce sabor de uma manhã de domingo
Mel na mesa, torrada e café
O amargo de uma segunda-feira
Encarar o amargo do café corrido da manhã...
São velhos os versos ou velho é o escrevinhador
Admitir isso é quase um suicídio, quase desamor
E doces são esses olhares da mariposa
Pousam em enormes flores, contornam galhos
Borboletas são mais vaidosas pousam nas flores primaveris
As pequenas e doces suculentas flores...
E eu quase perdi a emoção, Mariana
Teus lugares, tuas filhas de pequenos lugares
Que dor é essa
Quase uma filha vivendo as dores desse mundo
Deus abençoa a todos nesse caminho de lama
Grudada na pele de quem vive, sobrevive
E ama
Oh, Mariana


Emmanuel Almeida

Um comentário:

Agradeço cada palavra sincera.