quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Sensações


Talvez nem chova e eu tenha que amanhecer
Largar o silêncio
Ter que ir ao vento e a luz acontecer
Ficar escondido na noite seca
Preferiria uma chuva fina
Goteiras do telhado marcam meus passos sonhadores
É uma reunião de sabores
De imagens e odores
E sorrio sozinho ao ouvir o grilo distribuindo som...
Ainda em outra noite vi um raro pirilampo passar pela janela com sua luz esperançosa
E eu tenho que partir a minha alma e ir para a aurora
Degustar o café, saber que tenho a fé a me guiar
Barulhos de carros, burburinhos...
Bom ouvir na madrugada o latido de um cachorro ao longe
A coruja piando na cerca
Os versos rondando a alma
E tenho alma e sou dois
Sem ela não sou nenhum...
Rezar para suportar o dia com a alegria da luz do sol
Torcer para a tarde ligeira me ascender
Talvez nem chova e eu quero anoitecer
Ouvir o sino da Igreja
Ver a luz da lua
Acontecer
Emmanuel Almeida

6 comentários:

  1. Tem dias em que anoitecemos antes do anoitecer, a alma está mais leve, sentimos a chuva sem que chova. Ah alma danada de tinhosa, esse ser independente que larga do tempo e sai levando a gente.

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  2. E da alma do poeta sempre a brotar um poema, que fale de vida, de chuva e de amores; da natureza que rodeia em versos com maestria, o acontecer de cada dia, com sons e cores, saudades e nostalgias, ao blindar a luz da lua em poesia! Boa noite, poeta Emmanuel.

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  3. Boa tarde, poeta! Acompanhei o voo do pirilampo e o brilho da sua poesia. Abraço da Meriam

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Agradeço cada palavra sincera.