domingo, 1 de maio de 2016

Reza


Naquela passagem um oratório
Um Deus, um Anjo, um momento
Joelhos na terra vermelha
Uma cerca de arame farpado e mourões
Formando um quadro de imensa dimensão
Teus dedos e tuas mãos postas
Na cabeça uma reza e um refrão...
Essa é a imaginação
De quem observa
Quem reza
Dispõe-se
A ser devoto
No adro
A manifestação
Ao redor o que se pede
Silêncio e compreensão
Nada é perdido
Nada foi em vão

2 comentários:

  1. Fechamento magnifico, poeta!
    Realmente, nada é perdido, ou, em vão,
    principalmente as orações!
    Parabéns,belíssimo poema!

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  2. Belíssimo! A perfeita compreensão do viver. Abcs

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Agradeço cada palavra sincera.