segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Letargia


Que encanto me deu
Dei-te
Em que canto me pôs, te coloquei
Em que língua cantou quando a ouvi
Dos homens ou dos anjos
Não sei...
Sei das notas, dos roda pés
Encontro baixo das paredes do corredor
De lá ouvi passos
Recolhido, apreensivo
Debaixo do cobertor
Na ausência a insistência
Não queria o retorno
Talvez o estorno de toda anarquia
Antes do anoitecer
Sempre no fim do dia
E a calmaria do canto
Ia de encontro ao nada
Nada sentia nada refletia
Tudo era igual
De noite e de dia


Emmanuel Almeida

sábado, 15 de julho de 2017

Arranho e dor




Permita eu rodear teu pranto
Tua dor
Tuas quimeras
Sonhos apressados...
Permita ser a tua cura
As tuas lágrimas
Tuas feridas intercaladas pela solidão
Pois nada é mais ferida que tua vida de solidão
Eu te querendo solitária, mas doce
Essa dor que me invade em não poder
Ser-te vida
Amor meu



Emmanuel Almeida

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Do que Cativa




Conheço teus olhos
Teu olhar
Teus dados
Teus dias
Anistio-me no teu espaço, tempo, silêncio
Teu perfil arrebatador
Teus seios
Esse perfume de flor

Emmanuel Almeida