quarta-feira, 15 de abril de 2020

Algo a impede


Toda vez que te permito ir
Vem
Encosta do lado
Faz remexer o que me vem
Toda vez que admito me ir
Vem e me segura com tua voz
Me deixa sem chão com tua quase inocência
Nonsense
Mas me completa
Me deserda dessa pena
Sofrer longe de ti
Que bom que me segura
Que me deixa sem pé, sem cabeça...
É outono de água fresca
De pés de pêssego sem folhas
De vento que faz curva na nossa estrada
Trazendo teu perfume...
Toda vez que permito que vá...

Um comentário:

Agradeço cada palavra sincera.