sábado, 15 de julho de 2017

Arranho e dor




Permita eu rodear teu pranto
Tua dor
Tuas quimeras
Sonhos apressados...
Permita ser a tua cura
As tuas lágrimas
Tuas feridas intercaladas pela solidão
Pois nada é mais ferida que tua vida de solidão
Eu te querendo solitária, mas doce
Essa dor que me invade em não poder
Ser-te vida
Amor meu



Emmanuel Almeida

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Do que Cativa




Conheço teus olhos
Teu olhar
Teus dados
Teus dias
Anistio-me no teu espaço, tempo, silêncio
Teu perfil arrebatador
Teus seios
Esse perfume de flor

Emmanuel Almeida

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Fascinação




Os teus traços orientais
Teus cabelos negros brilhando ao sol
Madeixa que arrebata num lado sensual
Mãos pequeninas
Teus sussurros de menina
O sorriso encantador
Flutuando por todos os lados
Sob os olhos do espectador
Faz do dia melhor
E isso tudo num tempo claro
Cruzando o céu de leste a oeste
Bem que viestes nessas manhãs


Emmanuel Almeida



domingo, 1 de maio de 2016

Reza


Naquela passagem um oratório
Um Deus, um Anjo, um momento
Joelhos na terra vermelha
Uma cerca de arame farpado e mourões
Formando um quadro de imensa dimensão
Teus dedos e tuas mãos postas
Na cabeça uma reza e um refrão...
Essa é a imaginação
De quem observa
Quem reza
Dispõe-se
A ser devoto
No adro
A manifestação
Ao redor o que se pede
Silêncio e compreensão
Nada é perdido
Nada foi em vão

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Lirismo



Adormecendo nos teus versos,
asas para pousar nos teus sonhos,
fazer ninar.
E frondosa é a árvore nos teus galhos serelepes,
ao vento se movimentam alegremente,
crianças sobem no seu troco, avistam folhas,
além delas conseguem ver a pracinha.
E é fruto repleto os galhos, é de manga, abacate.
E são crianças frutificando atitudes, respeitando a natureza,
escolhendo apenas as maduras.
Com cuidado jogam-nas em um saco de linhagem, não se machucam as frutas.
É outono, ainda dão-se mangas, é em produção especial já que é tempo de abacateiros.
Adormeço em cada atitude dos versos, pousando em galhos robustos,
apalpando as folhas livres distribuindo cheiros dos frutos.
Serei também criança no meio dos arbustos vendo entre as folhas a praça.
Deitarei no galho mais alto que resista à minha vida carregada de arguta atitude,
do peso da vivencia.
Quem não conhece troncos e galhos não conhece a natureza.