terça-feira, 13 de outubro de 2015

O que pende do peito



Luzeiro, luzerna
No final da tarde
Início da noite
Singela
Efluindo quebradas lascas de luz
E no fundo da alma
Algo se manifesta
Silencia o dia
Crepita o solitário grilo
Incitando a calma
O desejo de ser mais que a noite
Que ao longe
Reluz

Emmanuel Almeida

2 comentários:

  1. Poetas querem sempre ser mais que a noite, mais que o dia, mais que a vida. Desejo insaciável de ser mais que o comum. É essa a sede do poeta.

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Agradeço cada palavra sincera.