Luzeiro, luzerna
No final da tarde
Início da noite
Singela
Efluindo quebradas lascas de luz
E no fundo da alma
Algo se manifesta
Silencia o dia
Crepita o solitário grilo
Incitando a calma
O desejo de ser mais que a noite
Que ao longe
Reluz
Emmanuel Almeida
"Crepita o solitário grilo"
ResponderExcluirPoetas querem sempre ser mais que a noite, mais que o dia, mais que a vida. Desejo insaciável de ser mais que o comum. É essa a sede do poeta.
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